5 de mar. de 2012

O Café no Brasil

A entrada do café no Brasil aconteceu em 1727, pelo oficial português Francisco de Mello Palheta. Ele foi enviado à Guiana Francesa pelo governador do Pará, João da Maia da Gama, para resolver problemas de fronteira, mas também para trazer sementes do fruto que tinha grande valor comercial.


Assim, mudas e sementes de café foram plantadas no Pará e dali espalhou-se o cultivo para outros estados, como Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais (ainda hoje onde há uma das principais culturas) e São Paulo, que no final do século XIX e início do século XX ficou conhecida como a "capital do café". Com o declínio das reservas de ouro em Minas Gerais e das crises internacionais do mercado de açúcar, vivemos o ciclo econômico do café no Brasil. O produto passou a ter influência também na política do país, com a alternância de poder entre São Paulo e Minas Gerais (notabilizada pela criação de gado leiteiro), que ficou conhecida como "política do café-com-leite".
Até os escravos ajudaram a fazer a história do café no Brasil, porque foram os primeiros a trabalhar nas grandes lavouras do Rio de Janeiro, Minas Gerais e parte do Estado de São Paulo. Mas a expansão do cultivo coincidiu com a época da abolição, o que causou preocupações nos fazendeiros de café. Em troca do apoio à campanha abolicionista, eles exigiram o incentivo do governo à vinda de imigrantes europeus para o país para trabalharem na lavoura, como foi o caso dos alemães e italianos. Hoje, o café é produzido principalmente nas cidades de Espírito Santo do Pinhal, Franca e Garça (SP), Guaxupé e Patrocínio (MG), Barreiras (BA), Jaguaré e São Gabriel da Palha (ES), Londrina (PR) e Vilhena (RO).

Café pode atuar na prevenção das cáries

O café pode prevenir problemas dentários. Em testes de laboratório, alguns de seus componentes impediram a instalação das bactérias, o primeiro passo na formação das cáries.


De acordo com a pesquisadora Carla Pruzzo, da Universidade de Ancona, na Itália, os componentes ácido clorogênico, ácido nicotínico e a trigonelina presentes no café impediram as bactérias Streptococcus mutans de se instalar em uma superfície dentária sintética. A trigonelina, o principal componente responsável pelo sabor ácido do café foi o mais potente anti-adesivo.
A pesquisadora apontou que há longo tempo sabe-se que os grãos de café, verdes ou torrados, contém substâncias anti-bactericidas e anti-oxidantes, porém a forma de ação de cada um desses componentes ainda é desconhecida. De acordo com Peter Martin, pesquisador do Instituto de Estudos do Café da Universidade Vanderbilt, em Nashville, Estado do Tennessee, EUA, a cafeína sempre foi considerada o principal composto bioativo do café, mas há uma série de outros compostos a serem estudados. O café é um dos vários alimentos que vêm sendo estudados quanto à presença de substâncias que previnam os estágios iniciais da instalação das cáries, segundo o dentista William Bowen, da Escola de medicina e Odontologia da Universidade de Rochester, Estado de Nova Iorque, EUA. O chá e o suco de framboesa também podem conter substâncias que podem ser utilizadas em pastas e soluções dentárias. 

Fonte: Brazilian Journal of Plant Physiology.